Trinta-réis e gaivotas em São Paulo (BR)

A família Laridae reúne algumas das aves mais conhecidas do ambiente costeiro: as gaivotas e os trinta-réis. Composta por cinco subfamílias, todas representadas no Brasil, destaca-se especialmente pelas subfamílias Larinae (gaivotas) e Sterninae (trinta-réis), que são as mais diversas em número de espécies. Segundo Pacheco et al. (2021), o país abriga dez espécies de gaivotas e quinze de trinta-réis.

As gaivotas, amplamente distribuídas pelo planeta, são aves costeiras reconhecidas por sua grande capacidade de adaptação e comportamento oportunista (Branco, 2001; Winkler et al., 2020). No litoral do estado de São Paulo, seis espécies são encontradas, entre elas o imponente gaivotão (Larus dominicanus), facilmente observado na região.

Gaivotão

Larus dominicanus

Razoavelmente comum ao longo da costa de São Paulo e do Rio de Janeiro, em menor número até o Espírito Santo; mais a norte, errante. No adulto, bico robusto amarelo com pinta vermelha na mandíbula, olho claro e pernas amareladas; jovem com bico escuro, olho escuro e pernas cinzentas. Adulto com o corpo branco e manto enegrecido. Maior que qualquer outra gaivota no Brasil (Ridgely et al. 2015).

Fotografia: Marcio C Motta (Parque Estadual Xixová-Japuí) – veja destalhes do registro no iNaturalist

Vocalização: (Xenocanto) Douglas Meyer, Imbituba (SC,BRA) – CC SA 4.0

É considerada a espécie de larídeo mais abundante e amplamente distribuída no Hemisfério Sul, reproduzindo-se em diversas regiões, incluindo África, Nova Zelândia, Austrália, ilhas subantárticas, Península Antártica e América do Sul (SICK, 1997; BURGER et al., 2024). Na América do Sul, ao longo da costa atlântica, sua reprodução ocorre preferencialmente em ilhas, desde a Terra do Fogo, na Argentina, até o estado do Rio de Janeiro, no Brasil, com presença registrada a partir do Rio Grande do Sul (NOVELLI, 1997; SICK, 1997).

Habita áreas predominantemente costeiras, incluindo águas litorâneas, mas também frequenta lagos interiores de grande porte, reservatórios, estuários, rios, além de gramados e áreas agrícolas (BURGER & GOCHFELD, 2024). Morfologicamente, apresenta comprimento entre 540 e 650 milímetros, peso variando de 810 a 1335 gramas e envergadura entre 128 e 142 centímetros. Possui partes superiores de coloração preta intensa e pernas de tonalidade amarelo-esverdeada pálida, características que a tornam facilmente distinguível de outras gaivotas em sua área de distribuição (BURGER et al., 2024). Trata-se de uma espécie generalista, com comportamento oportunista, adaptando-se a diferentes estratégias de forrageamento e consumindo uma ampla variedade de presas e itens alimentares (BRANCO, 2001; SILVA-COSTA & BUGONI, 2013).

Além disso, L. dominicanus explora fontes antrópicas de alimento, como resíduos descartados por atividades humanas, sendo frequentemente observada em lixões e áreas de descarte de resíduos urbanos (YORIO et al., 1998; SILVA RODRÍGUEZ et al., 2000; YORIO & GIACCARDI, 2002; BRANCO et al., 2009).


Trinta-réis

Os trinta-réis são aves aquáticas coloniais de pequeno porte, que habitam ambientes marinhos e de água doce, especialmente em zonas costeiras e estuarinas de climas tropicais e temperados (Gochfeld & Burger, 1996; Bridge et al., 2005; Cabot & Nisbet, 2013). Das quinze espécies registradas no Brasil, dez estão presentes no estado de São Paulo (Silveira & Uezu, 2011). No entanto, apenas três se reproduzem no litoral paulista, e duas dessas são frequentemente vistas na costa central do estado (Olmos et al., 1995; Campos et al., 2007; Casadei, 2017; Fundação Florestal, 2019).

A rica diversidade dessas aves e sua presença no litoral brasileiro reforçam a importância de estudos e ações de conservação para proteger seus habitats e garantir sua permanência nas paisagens costeiras do país.


Trinta-réis-real

Thalasseus maximus

Razoavelmente comum, de ocorrência localizada ao longo da costa, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, em baías, estuários e lagoas costeiras, às vezes alimentando-se em mar aberto. Reprodução conhecida apenas em algumas ilhas de São Paulo. Bico forte, laranja- avermelhado ou laranja; pernas pretas (Ridgely et al. 2015).

Fotografia: Marcio C Motta (Parque Estadual Xixová-Japuí) – veja detalhes do registro no iNaturalist

Vocalização: (Xenocanto) Robson S. Silva, Cubatão (SP,BRA) – CC SA 4.0

O trinta-réis-real (Thalasseus maximus, Boddaert, 1783) caracteriza-se pelo seu grande porte, com comprimento que varia de 450 a 500 milímetros, envergadura de 125 a 135 centímetros e massa corporal de 350 a 450 gramas. A espécie não apresenta dimorfismo sexual, com um longo bico alaranjado e cauda moderadamente bifurcada (CABOT & NISBET, 2013; HARRISON, 2021; BUCKLEY et al., 2021). Anteriormente classificadas no gênero Sterna, as espécies de trinta-réis de crista, incluindo o trinta-réis-real, foram posteriormente realocadas para o gênero Thalasseus devido a suas características morfológicas, genéticas e comportamentais únicas (BUCKLEY et al., 2021).

As populações reprodutivas da espécie estão distribuídas por quatro principais regiões geográficas: a costa atlântica e do Golfo da América do Norte, o Mar do Caribe e o Golfo do México, a costa do Pacífico do México e o sudeste da América do Sul (ESCALANTE, 1985, 1973; YORIO et al., 2005; YORIO & EFE, 2008; BUCKLEY et al., 2021). Buckley et al. (2021) considera que a espécie possui duas principais populações reprodutivas: a população Boreal, que se reproduz nos Estados Unidos, incluindo as costas do Atlântico e do Golfo, a costa do Pacífico no sul da Califórnia e Baja Califórnia, ilhotas no México e partes do Caribe; e a população Austral, que se reproduz na Argentina, no Brasil e no Uruguai . Recentemente a população que ocorre na África é considerada outra espécie – T. albididorsalis (COLLINSON et al., 2021). 

Em geral, colônias reprodutivas escolhem áreas insulares e isoladas, livres de predadores terrestres, embora em algumas localidades estruturas artificiais tornaram-se fundamentais para a conservação da espécie (BUCKLEY et al., 2021). Possui colônias de reprodução densamente povoadas e estratégias prolongadas de cuidado parental, formando creches (berçários comuns para filhotes antes da fase de voo) e exibem comportamentos altamente sociais e vocais, tornando-se conspícuas onde quer que estejam (ESCALANTE, 1968; SICK, 1997; CABOT & NISBET,2013). 

Trinta-réis-de-bando

Thalasseus acuflavidus

Comum, de ocorrência localizada, por toda a costa, em esturários, lagoas costeiras e baías, nidificando em ilhas, às vezes em grandes colônias. Bico amarelo longo e esquio; pernas pretas (Ridgely et al. 2015).

Fotografia: Marcio C Motta (Parque Estadual Xixová-Japuí) – veja detalhes do registro no iNaturalist
Vocalização: (Xenocanto) Caio Brito, Linhares (ES,BRA) – CC SA 4.0

O trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus Saunders, 1876), ocorre predominantemente ao longo das regiões costeiras e ilhas oceânicas. Durante a temporada reprodutiva, destaca-se por seu comportamento altamente gregário e colonial, formando densas colônias (SHEALER et al., 2020).

Ovos e filhotes em geral são brancos e cobertos por manchas. Após as primeiras semanas de nascimento, assim como T. maximus, se agrupam em creches nas regiões periféricas dos ninhais, onde são protegidos pelos adultos (NISBET & CABOT, 2013; EFE, 2004). Em média, os adultos da população que ocorre no Brasil possuem massa corporal de 234 gramas e envergadura de 30,5 centímetros (EFE et al.,2004). Apresentam grande variação da coloração do cúlmen e tarso. Quanto ao cúlmen, observa-se que pode variar de amarelo ao preto, com diversos graus intermediários (EFE, 2004). Gochfeld & Burger (1996), com bases em análises morfológicas, deslocaram a espécie do gênero Sterna para Thalasseus.

Efe et al. (2000) apontou o desafio da caracterização taxonômica e através de análises filogenéticas propôs que a população existe na Europa (T. sandvicensis sandvicensis) não era monofilética em relação aos da América (T. s. acuflavidus e T. s. eurygnathus) e deveriam ser consideradas espécies separadas. Assim, foi recomendado que as populações fossem divididas em T. sandvicensis e T. acuflavidus (EFE et al., 2009).

Sendo assim, considera-se no Brasil este arranjo taxonômico, conforme publicado por Pacheco et al. (2021) e presente na Lista Mundial de Aves, publicada pelo Comitê Ornitológico Internacional (GILL et al., 2024), embora não seja reconhecida pela Sociedade Ornitológica Americana (CHESSER et al., 2024). Essa população distribui-se do mar do Caribe à Costa Atlântica da América do Sul, desde a Venezuela até o sul da Argentina (ESCALANTE, 1970; GOCHFELD & BURGER, 1996; EFE et al., 2000). Contudo, há registro de intercruzamentos entre as populações do Norte e Sul (HAYES, 2004) e contato entre as populações da América do Norte e Brasil (SHEALER, 1999; EFE et al., 2000).

Trinta-réis-de-bico-vermelho

Sterna hirundinacea

Tais aves chegam a atingir 41 cm de comprimento e os adultos possuem bico e pés vermelhos o ano todo. O corpo é cinzento claro na parte superior e branco na parte ventral. Em plumagem reprodutivo tem fronte, píleo e nuca pretos, mas em plumagem não reprodutiva só tem preta a nuca com a fronte e píleo brancos. Os jovens tem bico preto ou cor intermédio, enquanto as asas e costas tem manchas cinza escuro (Wikiaves, 2024).

Fotografia: Marcio C Motta (Ilhote da prainha, Ilhabela) – veja detalhes do registro no iNaturalist
Vocalização: https://xeno-canto.org/species/Sterna-hirundinacea

O trinta-réis-do-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) caracteriza-se pelo píleo preto, dorso cinza-pálido e partes inferiores em tom acinzentado mais claro, contrastando com as faces e coberteiras inferiores da cauda brancas; apresenta bico e pernas totalmente vermelhos. Assemelha-se morfologicamente a Sterna hirundo, porém é de maior porte, comparável a Thalasseus acuflavidus, distinguindo-se pelo bico mais robusto, cauda mais longa e partes inferiores mais escuras. Em plumagem não reprodutiva, os adultos apresentam testa e fronte brancas, enquanto os juvenis exibem píleo esbranquiçado-cremoso com manchas escuras, barrado dorsal e primárias cinza-escuras. Distribui-se do centro-sul do Peru (Ica) e centro-leste do Brasil (Espírito Santo) até a Terra do Fogo, incluindo as Ilhas Malvinas, expandindo-se no inverno austral até o Equador e Bahia.

É espécie costeira, nidificando em praias arenosas ou rochosas, falésias e pequenas ilhas, com registros de reprodução em corpos d’água interiores no Chile e nas Malvinas. Após a reprodução, desloca-se majoritariamente para o norte, sendo comum no Uruguai, Argentina (Chubut) e litoral do Rio Grande do Sul, alcançando até o Equador e a Bahia no inverno. Sua dieta é composta principalmente por peixes pequenos, notadamente Engraulis anchoita, além de Odonthestes incisa, O. argentinensis e Cynoscion guatucupa, além de crustáceos e insetos, forrageando preferencialmente por mergulho em voo (plunge-diving), muitas vezes associado a cardumes e cetáceos (GOCHFELD & BURGER, 2024).

Conservação das três espécies de trinta-réis

Com relação ao status de conservação, as três espécies estão classificadas como “Pouco Preocupante” globalmente (BIRDLIFE, 2018b; BIRDLIFE, 2019), embora constem nas listas de espécies ameaçadas de extinção (categorias EM para T. maximus e VU, para T. acuflavidus e S. hirundinacea) do estado (SÃO PAULO, 2018), e T. maximus, do Brasil, inserida na categoria “Em Perigo” (EN). O Ministério do Meio Ambiente (MMA, 2018) aconselha a realização de censos contínuos nas áreas de ocorrência no Brasil, com o objetivo de identificar mudanças na distribuição e abundância, além de conduzir estudos demográficos de longo prazo nas colônias de São Paulo, inclusive fora da área de reprodução (SILVA et al. 2005). O Plano de Ação Nacional para Aves Marinhas, que está sendo atualizado no presente, indica em um dos objetivos de ação “Caracterizar e monitorar as áreas de descanso das espécies na costa brasileira”.

Um estudo publicado por FARIA et al. (2007), demonstrou a baixa diferenciação genética de Thalasseus maximus, indicando limitada variabilidade entre as populações, o que pode comprometer sua capacidade adaptativa e aumentar sua vulnerabilidade à extinção. Esse cenário reforça a necessidade de estratégias de conservação que protejam habitats críticos e promovam a manutenção da diversidade genética remanescente. As duas espécies de trinta-réis sofrem pressão semelhantes na região e as principais ameaças estão relacionadas à ocupação humana da costa e áreas insulares, pesca e coleta de ovos (ESCALANTE, 1985; ANTAS, 1990; YORIO & QUINTANA, 1997; QUINTANA & YORIO, 1999; EFE et al., 2000; YORIO et al., 2001; BARBIERI et al. 2001; BARBIERI & PINNA, 2007; BARBIERI & PAES, 2008; YORIO & EFE, 2008; EFE & BONATTO, 2011; MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2018). 

Neste sentido, a intensificação da urbanização e o consequente aumento das atividades recreativas humanas em ecossistemas naturais têm gerado perturbações significativas sobre as populações de aves costeiras, que desempenham um papel ecológico fundamental, atuando como bioindicadores da saúde de ecossistemas litorâneos (BURGER & GOCHFELD, 2004; OGDEN et al., 2014), participando de processos como a ciclagem de nutrientes (MICHELLUTI et al., 2009) e controle de populações de invertebrados (HORN et al., 2020). No entanto, essas espécies enfrentam pressões crescentes devido à expansão urbana (MARZLUFF, 2001), turismo desordenado (HAMZA, 2020) e introdução de espécies exóticas (ANTON et al., 2019), fatores que comprometem sua reprodução, alimentação e sobrevivência. Dentre os fatores antropogênicos que mais influenciam essas dinâmicas, destaca-se a presença de cães — sejam eles domiciliados, errantes ou acompanhando humanos — cujas interações podem alterar significativamente a distribuição espacial, os comportamentos antipredatórios e as taxas de sucesso reprodutivo das aves (HVENEGAARD & BARBIERI, 2010).


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  • Xenocanto (base de dados de cantos das aves): https://www.xeno-canto.org/ (licença Creative Commons SA 4.0)

Sou o Dr. Marcio C. Motta

Bem vindo ao espaço digital do projeto de pesquisa científica dedicado aos trinta-réis e gaivotas da costa de São Paulo, sudeste do Brasil.

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